“Eu quero amar, amar perdidamente!”

“Eu quero amar, amar perdidamente!

Amar só por amar: Aqui … além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente …
Amar! Amar! E não amar ninguém!
[…]
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!”

Oi Apaixonada!

Já começo esse post com um poema mega romântico, pois estou particularmente romântica hoje…não que eu não seja, mas conversei com duas amigas ontem e praticamente as duas estão infelizes no amor, me senti muito triste por elas porque desejo de coração que todas as pessoas encontrem o seu parceiro, um companheiro para amar e dividir a vida, e aí comecei a divagar sobre como nós mulheres ainda almejamos o amor perfeito, o homem ideal e não nos damos conta de que não há perfeição a não ser a de Deus e que assim como nós, os homens também tem defeitos e desejos e sofrem muito também. A diferença básica é que as mulheres por terem mais facilidade na linguagem se sentem mais à vontade em trocar ideias com outras amigas e isso faz com que às vezes pareça que só as mulheres sofrem do desamor.

E pensando nisso, me lembrei dessa escritora incrível que rompeu tabus em sua época simplesmente por ser mulher e falar coisas do coração, do desejo, do amor.

Este post é uma homenagem a escritora Florbela Espanca, uma mulher que teve sua genialidade e coragem em desbravar seus medos e expor todos os sentimentos e seus anseios perante uma sociedade altamente machista e conservadora.

 

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Florbela Espanca

QUANDO TUDO ACONTECEU…

Florbela Espanca, batizada como Flor Bela de Alma da Conceição Espanca, foi uma poetisa portuguesa. A sua vida, de apenas trinta e seis anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização,feminilidade e panteísmo.

– 1894: A 8 de Dezembro, nasce Florbela Espanca em Vila Viçosa.

– 1915: Casa com Alberto Moutinho.

– 1919: Entra na Faculdade de Direito, em Lisboa.

– 1919: Primeira obra, Livro de Mágoas.

– 1923: Publica o Livro de Soror Saudade.

– 1927: A 6 de Junho, morre Apeles, irmão da escritora, causando-lhe desgosto profundo.

– 1930: Em Matosinhos, Florbela põe fim à vida.

– 1931: Edição póstuma de Charneca em Flor, Reliquiae e Juvenilia e ainda das colectâneas de contos Dominó Negro e Máscara do Destino. Reedições dos dois primeiros livros editados. Verdadeiro começo da sua visibilidade generalizada.

AS FACES DUMA PERSONALIDADE
Inquietações de Florbela: alma, amor, saudade, beijos, versos…

[…]Como dizem vários estudiosos da sua pessoa e obra, Florbela surge desligada de preocupações de conteúdo humanista ou social. Inserida no seu mundo pequeno burguês, como evidencia nos vários retratos que de si faz ao longo dos seus escritos.

Não manifesta interesse pela política ou pelos problemas sociais. Diz-se conservadora.[…]

[…] Ninguém é definível numa só dimensão, num só conjunto de qualidades. Todo o ser é uma intersecção de adjectivações diferentes e até opostas, ensina-me, desde a juventude, o meu amigo Diogo de Sousa, que cursava Filosofia.

No caso da poetisa tem a particularidade de ser ela própria a evidenciá-lo, permanentemente e sem constrangimentos. Parafraseando António José Saraiva e Oscar Lopes na História da Literatura Portuguesa: estimula e antecede o “movimento de emancipação literária da mulher” que romperá “a frustração não só feminina como masculina, das nossas opressivas tradições patriarcais….”

Na sua escrita é notável, como dizem os mesmos mestres, “a intensidade de um transcendido erotismo feminino“. Tabu até então, e ainda para além do seu tempo, em dizeres e escreveres femininos.
[…]

[…] A sua única preocupação é ela própria, o amor, a paixão… o querer e o não querer. A par duma vida pouco comum para os cânones vigentes – dois divórcios e três casamentos em cerca de quinze anos – essa relação mulher-paixão e a exaltação ao exprimir-se sobre si própria, podem ter contribuído para os conceitos aludidos.[…]”

(Trechos extraídos do site Vidas Lusófonas: Florbela_espanca)

É isso aê, ela foi a precursora das nossas lamúrias românticas e dos nossos desejos explícitos sobre o amor, sobre as inquietações femininas. 

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Fonte da imagem: http://www.casadart.com

Quero Alguém Assim
Quero um amor, que me faça sair de mim
Que me sinta, mesmo quando estiver distante
Que me queira em cada outra que vir
Que me ame como uma mulher,
Mas, me trate como uma menina.

Que seja meu homem, forte e seguro,
Que saiba o que faz e o que quer
Mas, com o coração e alegria de menino.

Que tenha cabelos brancos, assim como os meus
Mas, que ao olhar-se no espelho
Se veja como eu: jovem e radiante
Com ar moleque, como o menino que conheço,
que mora aqui,
Na rua do meu coração!
By Rosi Beltrão
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“O MEDO DE SOFRER É PIOR DO QUE O PRÓPRIO SOFRIMENTO. E NENHUM CORAÇÃO JAMAIS SOFREU QUANDO FOI EM BUSCA DE SEUS SONHOS.”
(Paulo Coelho)

Obrigada a todos que visitam este espaço e prometo retribuir os ‘coments’ para aqueles que deixarem registrado o endereço do blog.

Muita paz, amor, fé, harmonia, consciência, saúde e uma ótima semana.

Beijocas e sucesso!!

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Sou a Rê, colaboradora do Apaixonada Por Pijama, proprietária da loja virtual Natimus Beauty e do BLOG Natimus Beauty, para você que chegou agora e ainda não me conhece, clique AQUI e saiba um pouquinho mais sobre mim.

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4 comentários sobre ““Eu quero amar, amar perdidamente!”

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